c l a u d i a   k i a t a k e 

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Quando produzo uma obra, estou no hiato, estou no meu ma*.  Não existe outro lugar, não existe tempo, não há cronologia. Há uma solidão absoluta e serena.

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M o v i m e n t o s   S u t i s

As obras falam de sensações, da sutileza dos elementos, daquilo que se vê e não se fala. Do mistério.

Sugerem um profundo mergulho em si. Uma busca que nos acompanha desde que chegamos ao mundo, e que cresce, à medida que expandimos. Os questionamentos infinitos de uma vida terrena finita.

 

Um pensar incessante sobre o ser humano, suas transformações, quedas e reconstruções.

 

Pinceladas esculturais e esculturas fluidas são a minha expressão em obras dedicadas a capturar a sutileza dos movimentos em uma velocidade atemporal, em um hiato.

 

Uns chamam de elegância despretensiosa, outros de equilíbrio oculto o que para mim é a força paradoxal das formas misteriosas. Movimentos que transformam e transmutam a matéria, gerando ora paz de espírito, ora inquietação.

 

Nas entrelinhas do efêmero e do profundo, do repleto e do vazio, do luminoso e da escuridão, do silêncio e do som, fica evidente a minha ancestralidade japonesa de quem, de forma acolhedora e generosa, emprestei os conceitos estéticos que permeiam todos os meus trabalhos.

O b r a s   E s p a c i a i s 

e s c u l t u r a s   f l u i d a s

São capturas de movimentos, gestos. É observar a reconstrução de um ser na busca pela sua melhor versão. Uma busca oculta e solitária.


Da matéria e da ação, das chapas de metal e dos dormentes de madeira, surgem novos movimentos e gestos, que mesmo com suas potentes soldas e colas especiais continuam a se mover.

Ao observador fica a leveza e a alma das obras: peso e volume parecem estar em outra dimensão. O equilíbrio está em nós. No que somos, no que vemos, no que sentimos.


O que torna uma obra única é a perspectiva singular de um ponto de partida autêntico e aberto — é a intersecção da expressão do artista e da percepção do expectador. 

Esta é a fluidez da arte.

 

 

 

O b r a s   P i c t ó r i c a s

p i n c e l a d a s   e s c u l t u r a i s

São capturas de movimentos, são gestos. Retratam a dualidade que cabem em tudo que pensamos ou vivemos: o denso e o sutil, o bem e o mal, a raiva e o amor, a arrogância e a humildade, o consciente e o inconsciente. E revelam o que existe no intervalo dessa dualidade.

 

A conjunção do nanquim, pigmento, vela, tela e papel, refletem a densidade e a fluidez das obras.

As pinceladas esculturais são determinadas pelo nanquim e pela parafina, que suave e elegantemente atingem e tingem a tela ou o papel japonês washi com uma tridimensionalidade inusitada, quase que imperceptível. A vela graciosamente empresta sua efemeridade aos trabalhos, expondo a finitude das coisas, lembrando que nada é para sempre.

Obras para sentir e imaginar o que existe além do que se vê, do que já passou ou do que ainda está por vir.

c l a u d i a   k i a t a k e

Nasceu em 1970, vive e mora em São Paulo, Brasil.

 

Formação

2011 - Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP) - aulas sequenciais da

Graduação em Artes Plásticas

2006 - Escola Panamericana de Artes - Desenho e Pintura em Artes Plásticas 

Formação complementar

2021 - Acompanhamento no Núcleo de discussão e construção de portfólio,

coordenado por Bruno Novaes e Julia Lima

2019 - Prática de Shodô, Shunkun Artes 

2013 - Coletivo 2e1 - Gestão de Carreiras em Artes Plásticas, orientação de Carolina Paz

2012 - Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) - Curso livre de escultura

2012 - História da Arte no MuBE (Museu Brasileiro de Escultura)

Exposições, Publicações & Obras Públicas

2019 - Papel também é Arte, Galeria Andreus, São Paulo

2017 - Instalação das obras públicas “Andarilhos” e “Flor Urbana”, na

Avenida Brasil, São Paulo

2015 - Coletiva com Claudio Tozzi, YutakaToyota e Inos Corradin

2015 - Coletiva Pluralidades, São Paulo

2015 - Obras publicadas no livro “Escultores Brasileiros”, Decorbook

2014 - Exposição na Latin Contemporary Art Advisory, Miami e Nova Iorque

2014 - Leilão da Brazil Foundation Gala, Miami

2012 - Grande Exposição de Arte Bunkyo, São Paulo

*Michico Okano, "o ma está presente em todas as manifestações culturais japonesas. Possui múltiplas semânticas, uma delas é a do espaço de possibilidade e disponibilidade e a outra é a de espaços intervalares, que desconstrói o pensamento dual e aposta na possibilidade de um espaço intermediário que pode ser concomitantemente as duas coisas".